Apresentação EMEF

Ontem à noite, as oficinas da EMEF, transbordaram de emoção e confiança, na apresentação dos cabeças de lista da CDU à Câmara e Assembleia Municipal.

Nesta iniciativa que contou com a presença de Jerónimo de Sousa Secretário Geral do PCP, intervieram também Carlos Humberto e Sofia Martins, respectivamente cabeças de lista da CDU à Assembleia e Câmara Municipal do Barreiro.


Intervenção Sofia Martins

Boa noite a todos.

Quero, primeiro que tudo, com muita emoção, agradecer a vossa presença.

Cada um, cada um de vós, de uma maneira muito própria, faz parte da minha vida. Em caminhos comuns, no debate de ideias e conceitos, na afirmação da diferença, na exigência do trabalho e na celebração do que nos une.

A cada de um de vós, estou profundamente agradecida, e cada um de vós sabe que é mesmo assim. Obrigada por tudo, esse tudo que partilhamos por estarmos juntos.

E quero agradecer ao Partido Comunista Português. À CDU.

Pelo que representam. Pelo que têm representado para mim.

Agradecer a confiança e a honra.

Responder com um enorme sim a esta avassaladora e entusiasmante responsabilidade que é ser a vossa candidata à Câmara Municipal do Barreiro.

Reassumir aqui, perante vós, o compromisso duma vida.

E digo este sim, e reforço este compromisso, e partilho-o convosco, neste magnífico local.

Ele mesmo exemplo de força. De luta. De vontade. De história. De futuro.

Marcado pelo trabalho. Aberto a grandes possibilidades. Misturado com o que somos, com a nossa identidade.

Profundamente nosso. Imensamente valioso.

Sempre soubemos e sabemos muito bem medir o tamanho da luta que há em nós, a justeza do que defendemos, a capacidade de trabalho, os princípios de honestidade e a competência que entregamos e com que nos comprometemos perante a população do Barreiro.

Podia percorrer convosco os inúmeros projetos que construímos, o Barreiro que transformámos, a obra que iniciamos. Tanto havia por dizer…

Quero muito fazer esse percurso, mas também quero falar-vos de tudo o resto.

Tudo o que não se vê.

Tudo o que se sente com toda a força, a vida.

Há muito mais que conquistas e projetos concretizados.

Por maior satisfação que esses deveres cumpridos nos tragam.

Acima de tudo, estão os elos que se criaram e fortaleceram, o sentido de entrega de um coletivo pelo bem comum.

No que não se vê.

No que se sente.

Nessa perspetiva, tenho que deixar um particular agradecimento a todos. A todos mesmo. A cada um dos quais que, com maior ou menor proximidade, tive a honra de trabalhar em prol desta cidade nos últimos anos.

Permitam-me realçar o papel do Carlos Humberto, o seu percurso, a sua vida de dedicação a este projeto, que abraçámos juntos. Projeto que se propõe continuar, com seu trabalho, agora, enquanto presidente da Assembleia Municipal.

E tal como ele, cada um de vós é uma lição de vida, um compromisso, uma aprendizagem.

Uma aprendizagem inseparável daquilo que sou como mulher, nesta cidade, onde nasci e cresci. Que tudo me deu e pela qual estou disposta a dar tudo.

Sempre convosco. Sempre juntos. Como sempre.

Uma cidade que me permitiu assumir responsabilidades muito cedo.

Na participação nas associações estudantis.

No movimento associativo.

Na militância política.

Na intervenção cívica.

Uma cidade onde encontrei sempre os espaços onde florescem e ganham corpo ideias e projetos comuns.

Uma comunidade à qual, desde muito cedo, aprendi a orgulhar-me de pertencer.

De pertencer ao seu crescimento, à sua vida, ao seu desenvolvimento.

A cidade que criou as condições para que eu assumisse a responsabilidade de ser vereadora da nossa câmara municipal.

Um compromisso diariamente reforçado. Que assumi convosco.

Para o qual vos levei comigo.

Um compromisso que tem crescido. Que cresce hoje.

Que queremos levar mais longe.

Num caminho que diariamente se alarga e projeta no futuro.

Este caminho que fazemos, que continuaremos a fazer, está aí, à nossa frente.

Conta com o empenho permanente de milhares de pessoas.

De eleitos e trabalhadores das autarquias. Dos trabalhadores dos TCB´s.

De dirigentes e ativistas do movimento associativo. Dos artistas.

Da comunidade educativa.

De empresários.

De quem, na sua rua, no seu bairro, no seu espaço - maior ou menor - de intervenção, se dispõe a fazer a diferença. A dar o passo. A escolher o Barreiro.

E é sobre esse espaço e …sobre este tempo… que vos falo.

Ao longo desta viagem que aqui iniciamos juntos, também ficarão compromissos muito claros, concretos, definidos e sustentados sobre obras, projetos e ideias. Muitas ideias. Mas ideias de fazer, das que se tornam reais. Ideias que, não tenho dúvida, virão de muitos dos que hoje aqui estão. Porque nesta viagem, no compromisso que assumimos com o Barreiro, estamos mesmo juntos. E todos os contributos são valiosos. Todos os contributos contam.

E é muito simples. Porque na CDU é assim. É assim que nesta terra nos habituámos a fazer. A lutar juntos, a fazer juntos, a sonhar em conjunto. Porque unidos somos sempre mais. E sempre melhores.

Nos princípios que sempre defendemos e que se tornam claros na forma como a CDU defende e consolida o Poder Local Democrático. Sem aventureirismos, sem conceitos abstratos, ligados à realidade e às aspirações das populações. Com ideias claras, agindo no concreto, superamos obstáculos, promovemos a participação e lutamos, sempre, pelos valores da democracia.

Juntos. Em nome de todos.

Juntos neste caminho.

Juntos na vida que pulsa.

Juntos na câmara, na assembleia municipal, nas juntas e assembleias de freguesia.

Onde damos o nosso exemplo.

Onde assumimos a primeira linha.

Onde avançamos e fazemos avançar.

Com naturalidade. Empenho. Alegria. Como somos!

Com a nossa capacidade para estar, falar e construir soluções com todos.

Com enorme atenção ao trabalho diário. Aos pequenos gestos.

Tendo sempre presentes aquelas que são as nossas competências e a forma como elas se cruzam com as doutros.

Sempre sem descurar as grandes ações e as linhas estratégicas.

A importância do polo ferroviário. Da Terceira Travessia do Tejo. Dos rios. Dum futuro terminal multimodal no Barreiro.

Apoiamos sempre quem faz e quer fazer.

Transformamos e ajudamos a transformar.

Promovemos entendimentos.

Preparamos o Barreiro para assumir o seu papel.

Um parceiro: da área metropolitana de Lisboa. Da Região. Do país.

Onde o que fomos e somos, reforça o que queremos vir a ser.

Cada vez mais longe.

Na coesão territorial.

No reforço do papel do serviço público.

Na difusão do conhecimento e da tecnologia.

Na criação de emprego.

Na criação de riqueza.

Numa região e num país mais produtivos.

Entrego ainda as minhas palavras aos trabalhadores da autarquia.

O seu comprometimento constante com o nosso projeto é indispensável.

Como é indispensável a sua valorização pessoal e profissional.

Unem-nos laços de enorme confiança. De partilha consciente.

Unem-nos discussões. Decisões. Espaços e tempos certos.

O espaço e o tempo…

O espaço cidade são as pessoas. A sua qualidade de vida, a forma como sentem e vivem o rio, a forma como se movem dentro do concelho, a sua identidade, a sua música, as suas artes…o seu tempo, a sua vida.

Queridos amigos, queridos camaradas, o compromisso hoje aqui assumido é com esse lado da vida. Que se sente e por vezes não se vê.

Um compromisso em continuar a construir um concelho que é um espaço de todos com um património humano, material e territorial único e incomparável. Que alia memória e visão de futuro. Daquele tempo e dos novos tempos.

Ao longo desta campanha vamos demonstrar muito claramente que tudo isto está nas nossas mãos. É um caminho que está definido e que só a CDU e o seu enorme coletivo estão em condições de trilhar.

É a resposta que o Barreiro exige e merece.

Só a CDU, só o seu enorme coletivo, podem protagonizar uma candidatura verdadeiramente do Barreiro, de todos os barreirenses, de todos os que, como nós, querem mais e melhor.

O futuro está nas nossas mãos. Construir o presente e preparar o futuro, merece o melhor de nós.

É esse o nosso propósito.

É esse o meu propósito enquanto cabeça de lista à Câmara Municipal do Barreiro.

Com objetivos claros e definidos para um concelho cada vez melhor, e que juntos vamos tornar realidade

Porque juntos construímos, fazemos, criamos e conseguimos.

Acima de tudo juntos…:

Somos Barreiro!

 


Intervenção de Carlos Humberto de Carvalho

Boa Noite!


Muito obrigado por estarem connosco na apresentação das candidaturas à Câmara e Assembleia Municipal do Barreiro pela CDU.


1. Estamos neste belo edifício, neste complexo ferroviário, que marca há mais de um século a vida do concelho.


Aqui, se fez revolução tecnológica, inovação, formação, se aprenderam profissões, formas de trabalhar. Aqui se criou e cria riqueza, desenvolvimento económico. Aqui se aprendeu como é importante, fundamental, o trabalho, o contributo de cada um para construir o todo.


Aqui, se aprendeu a ser solidário com o companheiro de trabalho, se aprendeu a conquistar direitos, a lutar por os alcançar e por os defender. Aqui se aprendeu como é importante o trabalho e a ação organizada para fazer “O Mundo avançar como bola colorida nas mãos de uma criança.


O Polo Ferroviário do Barreiro, em cujo edifício mais significativo nos encontramos, foi marcante para o desenvolvimento da nossa terra. Marcou o concelho. Marcou muitas gerações. Marcou centenas, milhares de seres humanos. O Polo Ferroviário marcou-nos e queremos, desejamos que nos continue a marcar.
Defendemos que este edifício, que este espaço, que este território, que este polo se mantenha no Barreiro. Queremos emprego e produção ferroviária, queremos tecnologia ferroviária mas queremos, também, memória, património e cultura ferroviária.


Apelamos ao Conselho de Administração da CP e da EMEF, ao Governo que tenha em conta estas nossas propostas.
Lutaremos por elas!
Aqui, no Barreiro, se construíram as máquinas a vapor. Aqui fomos e somos a capital do diesel. Aqui, queremos dar o nosso contributo para o comboio elétrico, queremos construir futuro ferroviário. Aqui, queremos guardar memórias do que construímos no passado, do que vamos construir no futuro. Aqui queremos guardar e relevar o percurso do sindicato dos ferroviários, do Instituto Ferroviário, da cooperativa, da cantina, do bairro ferroviário, mas também das lutas dos trabalhadores ferroviários.
Por isso trabalhamos com associações locais e nacionais para que se constitua no Barreiro um núcleo do museu ferroviário.


2. Amigos!


Sinto-me bem junto de vós.
Há muitos anos, mesmo há décadas que fui construindo a ideia de que devemos saber entrar nas organizações, instituições, nas diversas funções, em tudo na vida. Também devemos saber sair e se possível sair bem.Há muito que penso que é necessário sabermos sair destas situações sem que isso crie problemas aos outros, aos que ficam, aos que vem a seguir, sem os condicionar. Tem sido assim na minha vida e quem me acompanhou mais de perto, pode comprová-lo.
É necessário afirmar o exemplo que o poder só deve ser exercido enquanto tivermos forças e capacidades para servir os outros. O desapego do poder, dos poderes, não só tem que ser a nossa prática como tem que ficar claro para quem nos avalia. Estava certo, para mim, que devia terminar a minha intervenção como eleito autárquico no concelho no fim deste mandato de presidente de Câmara. Era esta a minha convicção e decisão. Isto não poria em causa outras formas de intervenção partidária, politica, cívica mesmo no Barreiro.
Barreiro terra onde nasci, em que sempre vivi, em que namorei e casei, em que nasceram os meus filhos e dois dos meus três netos. Barreiro a minha terra de que tanto gosto e admiro.


As diversas conversas no seio do meu Partido, as conversas com camaradas e com amigos, com os que comigo trabalharam e até com uma ou outra pessoa de outras convicções levou-me a aceitar a proposta do Partido Comunista Português para este novo desafio na Assembleia Municipal do Barreiro. Aqui estou para assumir as minhas responsabilidades, como acho que quase sempre estive, com as convicções de uma vida, combativo e confiante. Confiante na vitoria da CDU, confiante na vitória do Barreiro.
Estou convicto que a CDU está em condições de vencer esta batalha, pelo trabalho feito, pela proximidade às pessoas, pelo projeto que tem para o Barreiro, pela equipa que apresentaremos, pela candidata que está a ser apresentada para liderar a Câmara nos próximos anos.


A Sofia Martins pela experiência como eleita na Assembleia Municipal e na Câmara Municipal do Barreiro, pelo conhecimento da estrutura municipal e do concelho e pelas suas capacidades, está em condições de se afirmar como uma excelente Presidente da Câmara Municipal do Barreiro.
Estamos convictos, das insuficiências, das dificuldades, mas estamos confiantes.


3. Amigos, companheiros, camaradas


Foi um gosto trabalhar pela nossa terra como Presidente da Câmara durante estes 12 anos. Gosto este que com certeza me vai acompanhar nas novas funções para o qual estou a ser proposto. Não pretendo, nem hoje, nem noutro momento, fazer balanço do que fizemos durante estes 12 anos. Naturalmente, e com humildade, prestaremos contas do que fizemos e do que não concretizamos e das suas razões. Também não será hoje que o faremos esse presta contas.
Apresentamo-nos em três eleições sucessivas em que sistematicamente fomos reforçando os resultados eleitorais da CDU.
Foram anos muito difíceis. No período da Troica e do empobrecimento do país foram extraordinariamente difíceis. Mas, todos eles, foram anos galvanizadores a trabalhar pela nossa gente, pela nossa terra, pelo projeto político que abraçamos.
Fomos apurando, melhorando, renovando o conhecimento e a estratégia.


Também por isso a CDU é quem está em melhores condições de continuar à frente dos destinos dos órgãos autárquicos do concelho.
As pessoas são para nós o elemento central de toda a ação. Trabalhamos sempre para elas e com elas. Com as nossas convicções, sempre presentes, conversamos com toda a gente, com os que estão connosco, com os que estavam contra nós. Construímos pontos de contato e até caminhos comuns com muitos deles.
A nossa ação foi e é marcada por, com base do que nos caracteriza, procurar somar vontades, juntar, aglutinar o máximo de pessoas possíveis à volta dos projetos mais importantes para o concelho. A nossa estratégia passou e passa por somar sempre. Valorizar e potenciar o que nos une.
Para nós a democracia pressupõe participação, envolvimento. Pressupõe que a população se sinta parte integrante dos projetos, das soluções, sinta que está a ajudar a construir as propostas, a construir cidade. Participar ajuda à formação, ao crescimento de seres humanos que desejamos esclarecidos e interventivos.
Fomentar, incentivar, promover a participação ajuda também a dinamizar a vida política, social, cívica da nossa terra. Ajuda a que cada um ganhe melhores condições para avaliar e tomar consciência da realidade.
Procuramos esforçarmo-nos por informar, explicar, fomentar a participação. Envolver, empenhar, aproveitar vontades, criatividades, capacidades dos que connosco querem desenvolver o concelho. Consideramos que o envolvimento e a participação da comunidade é um elemento absolutamente central do nosso trabalho autárquico, para conhecer melhor, para decidir de forma mais adequada, para enriquecermos o nosso pensamento com o pensamento dos outros. Para na conversa, no debate, na discussão, na diferença, nos acordos e nos desacordos todos podermos crescer.


Resolver problemas, desatar nós, abrir portas, construir presente e futuro foi uma preocupação que tivemos e teremos sempre.
Os trabalhadores da Câmara, dos Transportes Coletivos, das Freguesias foram encarados como parceiros, como pessoas a quem temos que dar particular atenção, com quem temos de construir soluções que sirvam o desenvolvimento do concelho. São seres humanos que têm vida própria, que têm direitos que temos que respeitar e lutar por ampliar e a quem é, também, exigível que cumpram com os seus deveres. Para eles daqui envio um cumprimento muito especial.
Sim, assumimos que os trabalhadores das autarquias são parte integrante do projeto da CDU para o Barreiro e devem ser chamados a participar e ajudar a construir soluções.
Procuramos que no quotidiano ficasse claro que o serviço público, a gestão pública, quando exercida com rigor, servem melhor o Barreiro e a sua gente.
Estamos a terminar não um ciclo como alguns afirmam. Estamos, isso sim, a terminar uma fase de um ciclo que vai continuar com a CDU na presidência da Câmara e Assembleia Municipal do Barreiro.
É uma fase que termina. Imenso foi o trabalho feito. Muito há ainda por fazer e vai ser feito!


Amigos!
Sem escamotear dificuldades é indispensável assumirmos que a vitória da CDU é possível, e é necessária. É, acima de tudo, necessária ao Barreiro.
As vitórias constroem-se. Nós temos vindo a construí-las. Nós, todos nós vamos continuar a construir a vitória da CDU, a vitória do Barreiro.
O Barreiro vai continuar a ganhar com a vitória da CDU!


Viva o Barreiro!
Viva a CDU!
Um abraço.



Intervenção Jeronimo de Sousa


Uma forte saudação a todos os presentes, aos trabalhadores e povo do concelho do Barreiro, aos membros do Partido Comunista Português, do Partido Ecologista “Os Verdes”, da Intervenção Democrática, a todos os independentes que estão connosco neste grande projecto da CDU. Uma saudação muito particular aos candidatos da nossa Coligação que aqui se apresentam, Sofia Martins, à Presidência da Câmara Municipal, Carlos Humberto cabeça de Lista da CDU à Assembleia Municipal, e actual Presidente da Câmara do Barreiro, aos quais endereçamos votos de bom trabalho nesta batalha que em conjunto vamos travar e que, estamos certos, se concretizará com êxito, dando continuidade ao projecto da CDU e ao meritório trabalho que tem sido realizado neste concelho.Carlos Humberto e a Sofia Martins são os principais rostos da CDU nas eleições autárquicas que se aproximam.

Um homem e uma mulher de gerações diferentes, que personificam os valores contidos na consigna da CDU: trabalho, honestidade, competência. Um homem e uma mulher cujo compromisso com o povo do Barreiro, com a liberdade e a democracia, são inquestionáveis.

Barreiro é terra de participação, com um papel destacado na história do nosso País. Foi assim, de forma heróica, na resistência ao fascismo, foi assim a construir a pulso as conquistas de Abril, tem sido assim na luta contra a política de direita. Ainda recentemente o povo do Barreiro - e dos concelhos vizinhos - saiu à rua em defesa do Serviço Nacional de Saúde, numa manifestação que demonstrou o empenho em defender os serviços públicos e o progresso social.

Na semana em que assinalámos o Dia Internacional da Mulher, na véspera da Marcha que o MDM convocou para Lisboa, permitam-me que saúde na pessoa da minha camarada Sofia todas as mulheres do Barreiro. Mulheres combativas e corajosas, que construíram e constroem com as suas mãos os caminhos da emancipação. Mulheres que encontram na CDU um espaço de participação em igualdade e que fazem da CDU a força política que mais consequentemente promove a participação política das mulheres, nomeadamente nas autarquias. Ter uma mulher Presidente de Câmara no Barreiro não vai ser um acaso: é resultado de uma ampla participação das mulheres neste concelho, no mundo do trabalho, nos sindicatos, nas colectividades, nas associações de pais, no movimento popular e nas autarquias.Mas, se os nossos candidatos são uma mais-valia no trabalho que realizamos por todo o País e aqui no Barreiro, nós somos uma força que vale não apenas pela qualidade e provas dadas pelos seus eleitos, pela entrega e elevada disponibilidade dos seus candidatos para servir as populações, mas também e, essencialmente, pelo seu projecto distintivo – o reconhecido projecto da CDU, como solução e proposta alternativa à gestão do PS, PSD e CDS-PP.

Esse projecto que se distingue por fazer da participação popular e da proximidade às populações o eixo fundamental do seu estilo de trabalho.
Com esta iniciativa damos um importante passo na afirmação da candidatura da CDU a todos os órgãos autárquicos do concelho do Barreiro. Um passo dado com a confiança de quem pode mostrar um percurso de trabalho, realizações e obra que orgulha este concelho e quem nele vive e trabalha.Um valioso trabalho que está bem patente, por exemplo, na obra de requalificação urbana e valorização da zona ribeirinha, realizado no quadro desse importante e apreciável projecto de ligação da cidade ao rio, que tem criado novos espaços de lazer e de sociabilidade, permitindo a dinamização de novas actividades, humanizando e dando uma nova vida àquele espaço onde agora dá gosto estar, numa relação mais estreita e mais próxima com o rio.

Um excepcional trabalho bem visível também na actividade sócio–cultural, que se traduz numa colaboração muito estreita com o Movimento Associativo e no apoio aos seus projectos e iniciativas, nomeadamente de valorização da cultura popular, mas também no apoio e dinamização de novas associações e novos projectos inovadores, cultivando a diversificação do gosto cultural e apoiando as mais diversas formas de criação e de fruição cultural. Neste âmbito aí temos o importante contributo da Escola de Jazz do Barreiro.

Igualmente um valioso e importante trabalho na área dos transportes colectivos. Passam em 2017, os 60 anos de existência dos Transportes Colectivos do Barreiro. Transportes municipais, reconhecidos que são pela sua elevada qualidade, que o município do Barreiro assume numa área que competiria ao Estado assegurar. O Barreiro é identificado como sendo o concelho do País, onde o nível de uso do transporte público é mais elevado e com índices de utilização únicos na sua relação com o transporte privado. Uma oferta de qualidade que não está desligada de uma gestão que se guia por critérios subordinados à integral e exclusiva defesa do interesse público e aos padrões de qualidade de serviço público que a CDU protagoniza na defesa do direito à mobilidade das populações. Os mesmos critérios que nos guiam na defesa da água pública, uma outra área de intervenção de que o Barreiro tem razões de satisfação pela cobertura atingida e pelas boas práticas de gestão municipal dos sistemas e redes de água e saneamento. Uma gestão que não está desligada do papel que a CDU tem desempenhado na defesa da água como um bem público e no consequente acesso pelas populações à água e ao saneamento como um direito básico e não como uma mercadoria, gerida com o objectivo de produzir lucros como o têm admitido PS e PSD. Um direito que se assegura defendendo intransigentemente o serviço público municipal de águas e saneamento como o melhor instrumento para garantir a defesa da Água Pública com serviços públicos de qualidade.

Temos, de facto, um projecto distintivo e alternativo. Distintivo e alternativo pela clara recusa de opções de privatização que tem dominado nos últimos anos e que continua presente na política portuguesa nacional e autárquica.
Distintivo pela atenção que o nosso projecto dá aos trabalhadores da autarquia, a valorização que lhes atribuímos.
Distintivo pela exigência de devolução das freguesias ao povo e pelo compromisso da sua reposição.   
Somos claramente uma força com uma intervenção distintiva na representação dos interesses populares, um percurso de incansável defesa dos direitos dos trabalhadores e do povo, uma voz e acção permanentes contra todas as tentativas de retirar direitos, empobrecer as populações, negar os investimentos necessários ao desenvolvimento.
Uma força que não se resigna face às injustiças e às desigualdades, que afirma com confiança que é possível uma política diferente.

Uma força que como nenhuma outra assume a defesa do Poder Local democrático. Uma força que como nenhuma outra valoriza e se identifica com a inovadora e singular matriz de poder autárquico nascido da Revolução de Abril. Um Poder Local verdadeiramente representativo das populações. Um Poder Local amplamente participado e plural, dotado de uma efectiva autonomia administrativa e financeira e expressão de um efectivo poder das populações.

Somos essa força que se tem batido no passado contra as muitas e sucessivas tentativas vindas de vários governos - a mais recente conhecemo-la a coberto do Pacto de Agressão -, com o objectivo de limitar o seu alcance e amputar as suas características e os elementos mais avançados e democráticos que lhe deram expressão ímpar no quadro das administrações locais na União Europeia.

Somos essa força que continua hoje na linha da frente da luta pela sua valorização e efectivo reforço da sua capacidade de realização autónoma com a apresentação de um conjunto de importantes iniciativas legislativas que dão corpo a uma política de real descentralização. Iniciativas visando, nomeadamente: garantir uma Lei-Quadro que defina com rigor as condições para a transferência de competências para as autarquias e permita recuperar os níveis de financiamento negados por sucessivos incumprimentos e cortes de montantes; uma lei de criação da autarquia metropolitana que rompa com o modelo híbrido de entidade associativa municipal de carácter forçado, com competências centradas na articulação, planeamento e coordenação de funções e redes de dimensão metropolitana.

Um conjunto de iniciativas que se distinguem claramente das propostas avançadas pelo governo PS, agora apresentadas em nome de uma descentralização, vezes sem conta anunciada, mas tão pouco consagrada e que apenas tem servido de pretexto para adiar e inviabilizar a efectiva descentralização que se impunha realizar no País. Assim é também com as actuais propostas apresentadas pelo governo PS, nomeadamente a Lei-Quadro de transferência de competências para as autarquias. Uma proposta de Lei que não dá garantias, não preenche, não responde ao conjunto de condições indispensáveis. Dela estão ausentes os princípios, critérios e meios que devem enquadrar o processo de transferências. A realização de atribuições e competências é inseparável das condições financeiras, materiais, humanas e organizacionais à disposição das autarquias. A descentralização envolve não apenas o poder de executar e pagar mas também, e indispensavelmente, o poder de decidir. Competências sem meios são novos encargos. A avaliação dos meios necessários é a primeira das condições que se deve ver preenchida. Todo o percurso e experiência passadas traduzem-se num rasto de transferência de encargos e alijamento de responsabilidades da Administração Central. Uma avaliação que exige, em primeiro lugar, o cálculo rigoroso e fundamentado dos montantes necessários para o pleno exercício da competência, incluindo a previsão da evolução de meios financeiras a médio prazo. O prometido reforço de verbas para as autarquias locais - aproximando-as da “média europeia” com a passagem de 14 para 19% na participação na despesa do Estado, - associado à transferência de competências, não pode ser considerada condição bastante. Perante uma Lei de Finanças Locais que tem permanecido sem valor reforçado, sujeito na sua aplicação às opções de momento de cada Orçamento do Estado, o que se perspectiva a curto prazo é a acentuação da asfixia financeira das autarquias não só impossibilitando a resposta a novas competências como também prejudicando as actuais. A defesa da autonomia do poder local e o reforço da componente participada na vida do Estado exige, sem dúvida, uma política baseada na descentralização, mas uma efectiva descentralização que recupere e afirme a autonomia do Poder Local.

E é nesse combate que estamos empenhados e essa é uma razão acrescida para dar mais força à CDU!

As próximas eleições autárquicas constituem uma batalha política de grande importância pelo que representam no plano local, mas também pelo que podem contribuir para dar força à luta que travamos nesta nova fase da vida política nacional para melhor defender os interesses dos trabalhadores, do povo e do País. Nestes últimos tempos os portugueses puderam verificar quão importante é ter esta força consequente que se congrega na CDU e de que fazem parte o PCP, o Partido Ecologista “Os verdes”, a ID e milhares de independentes, para fazer avançar a política de recuperação, reposição e conquista de direitos, retirados aos trabalhadores e ao povo nos últimos anos.
 
E quão importante e decisivo é ter uma CDU mais forte e alterar a correlação de forças políticas na sociedade portuguesa para que se avance decisivamente na solução dos problemas nacionais. Dos muitos problemas que permanecem, seja o desemprego, a precariedade,os baixos salários e qs baixas reformas, os insuficientes níveis de crescimento económico e a injusta distribuição da riqueza, aos quais é preciso dar resposta com uma política verdadeiramente alternativa – a política patriótica e de esquerda.Sim, uma outra política em clara ruptura com a política de direita e com as práticas e negociatas que os seus executantes têm promovido e favorecido.

Foram hoje divulgados os resultados da Caixa Geral de Depósitos relativos ao ano de 2016. De acordo com o balanço do banco, os resultados foram negativos em cerca de 1 900 milhões de euros. Resultados que, mesmo ficando aquém das previsões mais pessimistas, vêm confirmar que estamos perante uma situação que urge resolver rapidamente e de que PSD e CDS, são os responsáveis políticos pelo facto de durante os quatro anos que estiveram no governo terem abandonado o banco público à sua sorte, não intervindo no momento certo para a sua recapitalização, como parte de uma estratégia de privatização que vinham desenvolvendo.Uma parte significativa destes resultados são justificados pela provisão de imparidades de créditos perdidos, alguns cedidos a amigos para a especulação bolsista e para alguns negócios ruinosos, sem nenhum tipo de garantias de retorno do dinheiro. Mas estes números também confirmam uma outra tese há muito defendida pelo PCP: quanto mais depressa for concretizado o processo de recapitalização da CGD, mais rapidamente o banco terá as condições para começar a intervir no apoio ao desenvolvimento económico e social e gerar resultados positivos dessa actividade e não da especulação financeira como a generalidade da banca privada. É por isso que reafirmamos que manter a CGD nas “bocas do mundo” diariamente, a pretexto de aspectos pouco relevantes assinalados neste processo, apenas serve os interesses daqueles que querem a sua privatização. Temos muitos problemas que urge resolver, cuja solução depende de outra política ao serviço do povo e do País e que estará tanto mais próxima de se concretizar quanto mais força tiver a CDU!  Vamos para este combate eleitoral, que agora iniciamos, convictos de que é possível dar novos passos no desenvolvimento dos problemas deste concelho do Barreiro e um salto qualitativo na luta pela alternativa no plano nacional, capaz de fazer de 2017, com a luta dos trabalhadores e do povo, um tempo de novos e mais decididos avanços no melhoramento das condições de vida do nosso povo!  

Temos um passado de realização nas autarquias e um projecto alternativo de esquerda no Poder Local no País que não deixam dúvidas quanto ao sentido e rumo da nossa intervenção na defesa do interesse público e das populações.

Por isso, dizemos com toda convicção que a CDU vale a pena. Vale a pena pelo trabalho positivo e eficaz que a CDU desenvolve, pelas suas propostas, pela seriedade, isenção e sentido de responsabilidade que os eleitos da CDU colocam no exercício das suas funções, pela voz que dá nas autarquias aos problemas, aspirações e reclamações das populações.
Por isso, com segurança dizemos: vamos para estas eleições com a confiança e a convicção de que é possível dar um significativo impulso no reforço eleitoral da CDU. Estamos convictos que no mandato que agora se aproxima do fim a CDU honrou os compromissos assumidos com o povo do Barreiro e que o povo do Barreiro tem motivos para voltar a confiar na CDU, confirmando-a como a força indispensável e necessária para a defesa dos mais genuínos interesses das populações do concelho do Barreiro e, ao mesmo tempo, com mais CDU acrescentar força à luta e à razão de todos os que aspiram a uma outra política, patriótica e de esquerda no plano nacional.